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Framing the Digital Turn: Rosetta Stone and the Contested Enactment of Language Policy in Moroccan Higher Education

Este estudo analisa a introdução obrigatória do Rosetta Stone nas universidades marroquinas sob a reforma PACTE ESRI 2030, revelando que, embora os estudantes tenham aceitado o diagnóstico de um défice linguístico, rejeitaram a plataforma como um remédio imposto, fazendo com que, em última análise, a política falhasse no ponto da implementação devido a um descompasso entre o discurso oficial e a receção dos estudantes mediada pela linguagem.

Autores originais: Bouchra El Myloudy, Mohammed Guamguami

Publicado 2026-09-07
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Autores originais: Bouchra El Myloudy, Mohammed Guamguami

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A linguagem é mais do que apenas uma ferramenta de comunicação; é uma forma de moeda que pode ser gasta para abrir portas para empregos, educação e um lugar na comunidade global. No estudo de como os governos gerenciam essa moeda, conhecida como política linguística, pesquisadores há muito entendem que uma lei ou um plano não é apenas um pedaço de papel esperando para ser seguido. Em vez disso, uma política é algo vivo que muda à medida que se move dos escritórios dos oficiais para as mesas das pessoas a quem ela se destina a servir. Quando um governo decide que todos devem aprender uma nova língua, o sucesso dessa decisão depende não apenas da ideia em si, mas de como ela é explicada ao público e de como as pessoas que a recebem interpretam a mensagem. Se a explicação parecer uma solução genuína para um problema compartilhado, as pessoas podem abraçá-la. Se parecer um comando transmitido sem consideração pela realidade delas, elas podem encontrar formas silenciosas de ignorá-lo. Essa tensão entre o que os líderes dizem e o que as pessoas fazem é a história central de uma investigação recente sobre um enorme experimento linguístico em Marrocos.

Em 2022, o Ministério do Ensino Superior de Marrocos lançou uma grande reforma chamada PACTE ESRI 2030, projetada para modernizar as universidades do país e preparar os estudantes para a economia global. Uma parte fundamental desse plano foi a introdução obrigatória de um software comercial de aprendizagem de línguas chamado Rosetta Stone. O governo apresentou este software como a solução perfeita para um problema específico: os graduados marroquinos não estavam falando línguas estrangeiras bem o suficiente para competir por empregos. Para corrigir isso, cada estudante universitário público foi obrigado a registrar trinta horas de estudo na plataforma, divididas entre quinze horas de francês e quinze horas de inglês. O plano foi apresentado como uma forma moderna e escalável de dar a cada estudante a mesma chance de sucesso. No entanto, os pesquisadores por trás deste estudo, Bouchra El Myloudy e Mohammed Guamguami, queriam saber o que acontecia quando este plano de cima para baixo encontrava as vidas reais dos estudantes. Eles não estavam interessados apenas em saber se o software funcionava tecnicamente, mas em como a história da reforma era contada pelos oficiais e como essa história era recebida pelos estudantes que tinham que usá-lo.

Para encontrar a resposta, os pesquisadores analisaram a reforma sob dois ângulos diferentes. Primeiro, eles coletaram e analisaram trinta e um documentos, incluindo declarações oficiais do governo, anúncios universitários e artigos de notícias escritos em árabe, francês e inglês. Eles examinaram como esses textos descreviam o problema e a solução. Descobriram que a história oficial, contada principalmente em francês e inglês, enquadrava a situação como um "déficit linguístico". Nesta versão, o problema era que os estudantes careciam de competências, e o software era o remédio natural e urgente para corrigir essa falta. O governo falava de ambição nacional e da necessidade de se juntar à economia global do conhecimento. Em contraste, a história contada pela imprensa de língua árabe era muito diferente. Jornalistas escrevendo em árabe não viam um déficit a ser corrigido, mas uma imposição a ser suportada. Eles relatavam estudantes lutando contra erros de login, internet não confiável e o fardo de uma quota rigorosa de trinta horas que precisava ser completada para passarem em suas aulas. Esta contra-história descrevia a reforma como um mandato emitido sem as ferramentas ou o suporte necessários para fazê-lo funcionar.

Os pesquisadores voltaram-se então para os próprios estudantes, entrevistando 147 estudantes universitários que eram obrigados a usar a plataforma. Eles perguntaram a esses estudantes se concordavam com os objetivos gerais da reforma e se concordavam com as afirmações específicas feitas sobre o software. Os resultados revelaram uma divisão acentuada nas mentes dos estudantes. A vasta maioria dos estudantes concordava com o diagnóstico: eles acreditavam que as competências linguísticas eram essenciais para o seu futuro e que as ferramentas digitais poderiam ajudar. No entanto, quando questionados sobre o remédio específico — a própria plataforma Rosetta Stone — o seu acordo diminuía significativamente. A maioria dos estudantes sentia que o software não oferecia lições interativas genuínas, não os ajudava a preparar-se para a colaboração internacional e não correspondia às promessas positivas feitas pela universidade.

Este desacordo não era apenas uma questão de opinião; manifestava-se nas suas ações. Quando os pesquisadores perguntaram se os estudantes tinham completado as trinta horas exigidas, quase dois terços disseram que não. Este não era um caso de estudantes falhando porque o software era muito difícil ou porque eram incapazes de completar o trabalho. Em vez disso, os pesquisadores interpretaram esta não conclusão como uma forma de resistência silenciosa. Como os estudantes não podiam recusar abertamente a ordem do governo sem arriscar as suas notas, eles simplesmente não terminavam o trabalho. Eles aceitavam o objetivo de aprender línguas, mas rejeitavam o método específico que lhes era imposto. O estudo também descobriu que a língua que o estudante escolhia para responder à pesquisa importava muito. Os estudantes que responderam em árabe foram os mais críticos da reforma, expressando o maior ceticismo tanto sobre os objetivos quanto sobre o software. Isso espelhava a cobertura jornalística, onde a imprensa de língua árabe tinha sido a mais vocal ao criticar o plano. Sugeria que, para os estudantes que se envolviam com a reforma na sua língua nativa, a promessa do software parecia menos uma oportunidade e mais uma exigência injusta.

Os pesquisadores concluíram que a reforma não falhou porque a ideia de aprender línguas fosse má. De fato, os estudantes partilhavam a crença do governo de que as competências linguísticas eram valiosas. O fracasso ocorreu no ponto de execução, onde o plano encontrou a realidade da vida dos estudantes. O governo enquadrou a questão como uma simples falta de competências que um software poderia corrigir, mas ignorou as condições desiguais das universidades, como a falta de internet fiável e de computadores pessoais para muitos estudantes. Ao tratar todos os estudantes da mesma forma e ignorar os seus diferentes pontos de partida, a política tornou-se uma imposição em vez de um apoio. O estudo mostra que, na política linguística, a linguagem usada para explicar um plano é tão importante quanto o próprio plano. Quando uma reforma é promovida num conjunto de línguas e recebida noutro, a lacuna entre as duas vozes revela exatamente onde a política falhou. O experimento marroquino serve como um lembrete claro de que uma política não é bem-sucedida apenas porque foi anunciada; ela só é bem-sucedida quando as pessoas a quem ela se destina podem realmente usá-la e acreditar nela.

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