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Rumors Across Borders: How TransnationalTies and Social Media Shape Latino Belief inMisinformation and Support for Trump

Este artigo argumenta que os laços sociais transnacionais expõem os latinos à desinformação transfronteiriça, a qual, quando acreditada devido à influência das redes sociais, aumenta significativamente o seu apoio a Donald Trump, conforme demonstrado por uma pesquisa da YouGov de 2024.

Autores originais: Francy Luna Diaz

Publicado 2026-08-18
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Autores originais: Francy Luna Diaz

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A maioria das pessoas assume que as notícias políticas que consumimos permanecem dentro das fronteiras do nosso próprio país. Assistimos às nossas estações de televisão locais, lemos nossos jornais nacionais e navegamos por feeds dominados por histórias domésticas. Para muitos, o mundo político é um ciclo fechado, contido inteiramente dentro dos limites da nação. No entanto, para uma parcela significativa da população americana, especificamente aqueles com raízes profundas na América Latina, este ciclo é aberto. Esses indivíduos mantêm conexões ativas e diárias com familiares e amigos que vivem em outros países. Essas relações transfronteiriças criam um ambiente de informação único, onde histórias políticas, rumores e notícias viajam livremente entre os Estados Unidos e as nações de origem. Este fluxo de informações não se trata apenas de atualizações familiares; ele carrega peso político, moldando como as pessoas veem seu próprio governo, seus vizinhos e os candidatos que concorrem a cargos públicos.

Uma tendência intrigante surgiu em eleições americanas recentes, desafiando teorias políticas tradicionais. Apesar de um candidato político conhecido pela retórica dura contra imigrantes e políticas restritivas sobre migração, o apoio a esse candidato cresceu significamente entre os eleitores latinos. Essa mudança é surpreendente porque muitos desses eleitores são imigrantes ou filhos de imigrantes, para quem a imigração é uma questão profundamente pessoal e urgente. Explicações padrão frequentemente apontam para características pessoais, como crenças religiosas, preocupações econômicas ou valores culturais para explicar essa mudança. No entanto, esses fatores sozinhos não explicam totalmente o rápido aumento no apoio. Um novo estudo sugere que a resposta pode não estar em quem esses eleitores são, mas nas histórias específicas que eles encontram e em como as processam.

A pesquisa, conduzida por Francy Luna Diaz, da Universidade de Michigan, investiga como essas conexões transfronteiriças influenciam as crenças políticas. O estudo foca em um mecanismo específico: a jornada da desinformação. Desinformação refere-se a informações falsas ou enganosas que circulam sem necessariamente ter a intenção de enganar. A pesquisadora argumenta que pessoas com fortes laços com outros países são expostas a uma gama mais ampla de histórias políticas, incluindo as falsas, que se originam fora dos Estados Unidos. Essas histórias frequentemente tocam em temas como socialismo, crime ou integridade eleitoral, que também são tópicos comuns nos debates políticos americanos. Quando uma pessoa ouve uma história de um parente de confiança no exterior sobre o colapso de serviços em seu país de origem, essa história carrega um tipo diferente de autoridade do que um relatório de um estranho. Parece real porque vem de alguém com experiência direta.

No entanto, simplesmente ouvir uma história não significa que uma pessoa irá acreditar nela. O estudo distingue entre exposição, que é ouvir uma história, e crença, que é aceitá-la como verdadeira. A pesquisa mostra que a exposição por si só não é suficiente para mudar visões políticas. Para que uma história falsa se torne uma crença, ela precisa de um ambiente específico para criar raízes. É aqui que as redes sociais desempenham um papel crítico. O estudo sugere que as plataformas de redes sociais atuam como um catalisador. Quando uma pessoa com laços transfronteiriços usa as redes sociais frequentemente, as plataformas mostram repetidamente conteúdos semelhantes, cercam essas histórias com curtidas e compartilhamentos de pares e reforçam a mensagem. Essa repetição e validação social fazem com que a história falsa pareça mais credível. Sem o uso intenso de redes sociais, a mesma história de um parente poderia permanecer apenas como uma conversa isolada e única, sendo menos provável de ser aceita como fato.

Para testar essa teoria, a pesquisadora conduziu uma grande pesquisa em setembro de 2024, entrevistando 1.500 pessoas, incluindo um grupo específico de 750 adultos latinos. A pesquisa perguntou aos participantes sobre suas conexções com pessoas que vivem fora dos Estados Unidos, com que frequência usam as redes sociais e suas crenças em relação a várias histórias políticas específicas. Algumas dessas histórias eram conhecidas por serem falsas, como alegações de que o governo dos EUA estava proibindo a Bíblia ou que um líder estrangeiro havia vencido uma eleição que ainda não havia ocorrido. Outras eram verdadeiras ou fabricadas para servir como controles do estudo. A pesquisa também perguntou sobre suas opiniões de Donald Trump e suas intenções de voto para a eleição de 2024.

Os resultados confirmaram a teoria da pesquisadora. Primeiro, os respondentes latinos foram significativamente mais propensos do que os não latinos a ter amigos ou familiares vivendo no exterior e a se comunicarem regularmente com eles. Isso confirmou que eles estão, de fato, inseridos nesses ambientes de informação transnacionais. Segundo, aqueles com laços transfronteiriços mais fortes foram mais propensos a relatar ter ouvido as histórias políticas falsas que circulam em suas redes. Quanto mais conexões eles tinham, maior era a exposição a essas narrativas.

A descoberta mais significativa diz respeito ao papel das redes sociais. O estudo descobriu que ter laços transfronteiriços não leva automaticamente a acreditar nas histórias falsas. Em vez disso, o efeito dependia de quanto a pessoa usava as redes sociais. Para aqueles que raramente usavam as redes sociais, ter laços no exterior fazia pouca diferença no que diz respeito a acreditar na desinformação. Mas para aqueles que usavam as redes sociais frequentemente, a combinação de ter laços transfronteiriços e alto uso de redes sociais previa fortemente a crença nas histórias falsas. O ambiente digital amplificava as mensagens vindas do exterior, transformando uma conversa única em uma narrativa repetida e validada que era aceita como verdade.

Finalmente, o estudo ligou essa crença na desinformação ao apoio político. Pessoas que acreditavam nas histórias falsas eram muito mais propensas a ter uma visão favorável de Donald Trump, a relatar terem votado nele em 2020 e a dizerem que pretendiam votar nele em 2024. A conexão foi forte e consistente. Os dados sugerem que, quando os eleitores latinos aceitam essas narrativas falsas específicas — muitas vezes sobre socialismo, crime ou roubo de eleições —, eles se tornam mais alinhados com a plataforma política do candidato republicano, apesar de seu histórico de retórica anti-imigrante.

A pesquisa não afirma que esta é a única razão para a mudança nos padrões de votação latina, nem sugere que todos os eleitores latinos são influenciados da mesma forma. Ela observa explicitamente que outros fatores, como preocupações econômicas, religião e normas de gênero, também desempenham um papel. No entanto, o estudo destaca uma fonte negligenciada de influência política: a informação que viaja através das fronteiras. Demonstra que as atitudes políticas não são formadas apenas por notícias domésticas ou traços pessoais, mas também pelas histórias que fluem através de redes familiares internacionais e são amplificadas por plataformas digitais.

Esta descoberta oferece uma nova maneira de entender a complexidade do comportamento político moderno. Mostra que o ambiente de informação não é uniforme; ele varia de acordo com a rede social de uma pessoa. Para comunidades com fortes laços com outras nações, o cenário político inclui histórias e perspectivas que nunca chegam às notícias principais dos Estados Unidos. Quando essas histórias são reforçadas pelas redes sociais, elas podem moldar crenças de maneiras poderosas. O estudo conclui que, para compreender verdadeiramente por que as pessoas votam da maneira que votam, devemos olhar além da esfera doméstica e considerar como o fluxo global de informações, tanto verdadeiras quanto falsas, molda as mentes dos eleitores em casa.

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